Clipping – Tribuna de Minas – Setor imobiliário vence pandemia e deve seguir crescimento

O sonho da casa própria não arrefeceu com o coronavírus. Ao contrário de muitos, o mercado imobiliário foi um dos únicos que “escapou” com menos arranhões dos efeitos da pandemia.

Para 2021, preveem especialistas, o setor segue aquecido, tendo em vista a continuidade do home office. De um dia para o outro, a casa tornou-se o mundo. Se antes era espaço para tomar café e partir para o dia, hoje o lar ganhou múltiplas funções. Houve maior preocupação com os espaços em que passamos as 24 horas diárias, com exceções breves, durante uma ida ao mercado, por exemplo.

No início do isolamento havia uma descrença no mercado, o que retraiu boa parte dos lançamentos planejados para 2020. Contudo, com as pessoas passando mais tempo dentro de casa, foi preciso repensar e buscar opções de moradia, e o meio digital foi uma das principais ferramentas para realização de negócios imobiliários.

Projeções positivas

O pensamento positivo para o setor de imóveis se reforça nos dados favoráveis de 2020. De acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), as vendas de imóveis cresceram cerca de 9,7% nos últimos meses. Para 2021, as perspectivas são ainda mais animadoras, com lançamentos que prometem aquecer a economia e gerar empregos.

Ainda que não tenha superado as projeções pelo ano atípico, a Rede Setor 1, primeira de imobiliárias da Zona da Mata, conseguiu driblar a crise e cresceu. “Iniciamos com quatro imobiliárias e fechamos o ano com nove. Não foi um ano ruim. Porém, a pandemia atrapalhou muito. Esperamos crescer agora, pelo menos os 100% do ano anterior”, espera Júlio Ribeiro, um dos gestores da rede.

A projeção ocorre mesmo diante das incertezas que ainda rondam a economia brasileira. Com a taxa básica de juros (Selic) em mínima histórica – 2% -, o ambiente é favorável para a compra de imóveis, aliado às condições mais atrativas de financiamento. Atento aos resultados positivos, Luciano Esteves, também gestor da Setor1, está de olho na vacina para reaquecer todos os setores da sociedade.

“O mercado imobiliário teve maior interesse tanto de investidores, que viram suas rentabilidades caindo em função da Bolsa de Valores e outros investimentos que não estavam legais, quanto de pessoas que se incomodaram com detalhes na casa, que passaram desapercebidos. Boa parte fez reformas ou acelerou o processo de aquisição de seus imóveis. Tudo isso movimentou positivamente o comércio. Acreditamos que será um ano promissor e o compartilhamento dentro da rede garante celeridade àquilo que os clientes estão buscando”, assegura.

Apostar na atuação dentro da rede é considerado assertivo para proprietários de imobiliárias para alavancar os negócios e superar as perdas causadas pela pandemia. A Ribeiro e Arrabal, por exemplo, apresentou crescimento nas vendas em 25 % em 2020, na comparação com o ano anterior, antes de integrar a Setor 1. “Estar fora da rede tem se mostrado mais difícil para fechar contratos de compra e locação. A imobiliária conta não só com sua cartela, mas com mais de 4 mil imóveis à disposição de seus clientes”, assegura Júlio.

Em relação ao mercado de alugueis, mais afetado no período, ele orienta aos proprietários cuidarem dos imóveis. Juiz de Fora é uma cidade universitária e, logo que as aulas voltarem de forma presencial, eles devem estar preparados para receber novos moradores. Com mais e boas opções é maior a possibilidade de ‘dar match’ entre comprador/vendedor e locador/locatório.

Dica: tenha planejamento financeiro

Para quem pretende comprar um imóvel em 2021, a dica de especialistas é ter um bom planejamento financeiro para não correr risco de comprometer o investimento. Caso não possa comprar à vista, o financiamento deve ser de, no máximo, 25% da renda familiar líquida.

Fonte: Tribuna de Minas

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